cantora

Nelsinho Motta foi convidado para inaugurar uma discoteca no Shopping da Gávea. Nessa época, Leiloca e Sandra faziam o musical "A verdadeira história da Gata Borralheira" e moravam juntas. Nelsinho as convidou para serem garçonetes na discoteca. Elas sugeriram um Pocket show cantando e ele topou. Sandra chamou Dhu e Regina. Regina chamou Lidoka e Leiloca chamou a Edir.

Ensaiaram com Roberto de Carvalho e a discoteca bombou geral. Ficaram apenas três meses na Gávea, devido a um abaixo-assinado dos vizinhos que não dormiam com tanto barulho. Com duas gravadoras interessadas, Assinaram com a Warner, foram os primeiros artistas da gravadora, recém chegada ao Brasil.

Assim nasceram as

FRENÉTICAS / Edir, Dhu, Leiloca, Lidoka, Regina e Sandra.

Estrearam dia 5 de agosto de 1976. E foi um sucesso! Rapidinho chegou o convite da Warner, onde elas foram as primeiras contratadas da gravadora, que estava chegando ao Brasil. O primeiro compacto, produzido por Liminha, foi muito executado nas rádios, A felicidade bate a sua porta de Gonzaguinha. Em seguida, o primeiro LP Frenéticas foi Disco de Ouro rapidamente - naquela época, Disco de Ouro só se ganhava com 150 mil cópias vendidas e de Platina com 500 mil cópias-, e começam a fazer shows pelo Brasil inteiro.

Em 1980, inauguraram a TV colorida em Portugal, com show ao vivo no Teatro Nacional. Depois vieram os LPs Caia na Gandaia, Soltas na Vida e Babando Lamartine. O grupo grava a abertura da novela Dancin' Days, mais tarde da novela Feijão Maravilha, cantando O Preto que Satisfaz, de Gonzaguinha. Fazem um Especial de Final de Ano da TV Globo, dirigidas por Ricardo Leitão, com supervisão de Augusto Cesar Vanucci. Frenéticas gravam um comercial, premiado na França, com uma super produção e uma super mídia, para o lançamento do Barra Shopping, dirigidas por Aloísio Legey. Em 82, Sandra e Regina saem do grupo, Frenéticas saem da Warner e Leiloca, Lidoka, Edir e Dhu, assinam com a Top Tape onde gravam o disco Diabo a Quatro.

Em 86, Leiloca estreia seus shows-solo, no Vaticano, em Botafogo, (do Roberto Talma e Daniel Más), em Botafogo, com o tecladista José Lourenço. E continua fazendo seus shows solo. Em 91 Frenéticas lançam um CD pela Warner, produzidas por Nelson Motta. Em 99 Leiloca convida o multimídia Miguel Falabella para dirigi-las, não para voltar à carreira, mas para fazer um show nas capitais brasileiras. Convite aceito, mas o projeto, aprovado pela Lei Rouanet , não encontrou patrocínio à altura da ficha técnica (Miguel, Gringo Cardia no cenário, Maneco Quinderé na luz , Neném Krieger na produção executiva , Frenéticas, etc).

A marca Frenéticas, registrada no INPI, pertence a todas as integrantes.

Foram homenageadas pela TV Globo , no programa "Por toda a minha vida", direção de Ricardo Waddington, em 2011 e continuam livres, leves e soltas , cada uma na sua praia. E como disse Leiloca na chamada deste programa na TV,

"nós estamos na História da MPB, meu amor"

composições

Paulo Sdan e José Lourenço são alguns dos parceiros de Leiloca.
Das músicas com a parceira Sônia Bonfá, AVATAR foi gravada pela Emi Odeon.
AVATAR

Parecia inacreditável, mas aconteceu
O sol que estava lá fora, raro, não nasceu
Dentro do quarto eu procurei alguma luz em nós dois
E não achando, meu amor, não dá pra deixar pra depois
Parecia inacreditável, nosso amor acabou
Até o disco despedaçado confirmou
Fechei a tampa do conversível e desandei a vagar
E nos olhares eu tentei achar meu Avatar
Eu sinto muito, mas isso é preciso
Ah, eu te avisei, não brinque comigo
Pra mim viver ainda vale a pena
Sobreviver não traz nenhum problema
Eu quero mais sobreviver
Nunca é demais saber viver


E nos olhares eu tentei achar meu Avatar E os olhares eu tentei achar meu Avatar ...

Letra: Leiloca Neves/Música: Sonia Bonfá
LUZ DA PINEAL

Estava num retiro espiritual
Pra ver se melhorava o nosso astral
Transmutando os bodes dessa vida
Fazendo do apocalipse minha guarida


Me renovando, me reciclando
A cada Lua te procurando
Sintonizando, me energizando
No por do sol acabei achando.


Voltei agora inteira pra você
A ligação até caiu
Por isso mesmo não vou mais viajar
Quero ficar com você no Brasil


Porque você é especial
É meu axé, é meu aval
Porque você é espacial
Me iluminou a pineal

Letra: Leiloca Neves/Música: Paulo Sdan
POR INCREÇA QUE PARÍVEL!!!

É verão, é inverno, faz frio, faz calor
Afinal, meu amor, em que estação eu tô?
Quero ouvir um som, quero namorar,
Quero ver o sol sem ninguém me aporrinhar


Haja bom humor pra tanta micharia
Verde de fome, ninguém mais come
Meu ouvido não é penico pra tanta hipocrisia
Se o salário some e ainda se corre dos “home”


Céus cadê o nível? Oh, céus cadê o nível?
Já te procurei até no Efeito Estufa e não achei
Por increça que parível!


A gente já não sabe em que acreditar
Já que tudo muda da noite pro dia
O dólar subindo juntinho com o mar
A crise de caso com a economia


Só rola albarde, só dá 171
Menino de rua já nasce biscateiro
Em vez de ar puro, som de passarinho
Almoça e janta cola de sapateiro


Céus, cadê o nível Oh, céus, cadê o nível? ...


Só não disseram pro grande malandro
Que o grande barato é ser honesto
Melhor é viver na transparência
Do que pagar mico fazendo sequestro


A vida é uma passagem pro paraíso
Por essas e outras esfria a cabeça
Pois perto da Luz somos merreca
Dizendo a nós mesmos “cresça e apareça ”


Céus, cadê o nível? Oh, céus, cadê o nível? ...

Letra: Leiloca Neves/Música: José Lourenço
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